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Novo caso de assédio contra mulheres na Copa gera desabafo apoiado até pela CBF











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Eu não fui a primeira e, infelizmente, não serei a última a passar por esse tipo de constrangimento. Não é que aqui na Copa do Mundo isso esteja acontecendo, acontece sempre. Aconteceu comigo 3 vezes nesta Copa, mas já aconteceu com colegas de profissão no Brasil. Um foi brasileiro, esse do vídeo sérvio e o outro russo. Só sei que consegui desviar em todas as situações. O que algumas pessoas precisam entender que isso não é engraçadinho, não é piada e não é uma brincadeira no momento de êxtase do jogo. É um desrespeito, eu estudei, me preparei, cheguei aqui na Rússia e não é pra ficar sendo desrepeitada durante o meu trabalho. Isso não tem graça. E achar isso normal é corroborar com uma ideia machista que mulheres estarão sempre à mercê desse tipo de atitude. Gritar o nome do time, fazer festa durante o nosso trabalho faz parte do evento, é normal, natural e aceitável, o futebol tem esse momento de alegria e êxtase. E que bom! Mas há uma distância bem grande entre você fazer uma festa e ser assediada. Não é isso que vai me parar de correr atrás dos meus sonhos, mas precisamos falar sobre assédio. #deixaelatrabalhar

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Mais um caso de assédio marca a passagem de profissionais femininas pela Copa do Mundo de 2018. Desta vez, o alvo foi a jornalista brasileira Laura Zago. Durante transmissão para a CBF TV, a repórter foi beijada à força por um homem que passou pelo local. No Instagram, a jornalista desabafou sobre a agressão.

“Eu não fui a primeira e, infelizmente, não serei a última a passar por esse tipo de constrangimento. Não é que aqui na Copa do Mundo isso esteja acontecendo, acontece sempre. Aconteceu comigo 3 vezes nesta Copa, mas já aconteceu com colegas de profissão no Brasil. Um foi brasileiro, esse do vídeo sérvio e o outro russo”, declarou a repórter.

Este não é o primeiro caso de assédio no evento e Laura aproveitou para relembrar que atitudes como essa não são brincadeira.

“Isso não é piada e não é uma brincadeira no momento de êxtase do jogo. É um desrespeito, eu estudei, me preparei, cheguei aqui na Rússia e não é pra ficar sendo desrepeitada durante o meu trabalho. Isso não tem graça. E achar isso normal é corroborar com uma ideia machista que mulheres estarão sempre à mercê desse tipo de atitude”, desabafou.

Campanha “Deixa Ela Trabalhar”







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#DeixaElaTrabalhar #Repost @laurazago_ (@get_repost) ・・・ Eu não fui a primeira e, infelizmente, não serei a última a passar por esse tipo de constrangimento. Não é que aqui na Copa do Mundo isso esteja acontecendo, acontece sempre. Aconteceu comigo 3 vezes nesta Copa, mas já aconteceu com colegas de profissão no Brasil. Um foi brasileiro, esse do vídeo sérvio e o outro russo. Só sei que consegui desviar em todas as situações. O que algumas pessoas precisam entender que isso não é engraçadinho, não é piada e não é uma brincadeira no momento de êxtase do jogo. É um desrespeito, eu estudei, me preparei, cheguei aqui na Rússia e não é pra ficar sendo desrepeitada durante o meu trabalho. Isso não tem graça. E achar isso normal é corroborar com uma ideia machista que mulheres estarão sempre à mercê desse tipo de atitude. Gritar o nome do time, fazer festa durante o nosso trabalho faz parte do evento, é normal, natural e aceitável, o futebol tem esse momento de alegria e êxtase. E que bom! Mas há uma distância bem grande entre você fazer uma festa e ser assediada. Não é isso que vai me parar de correr atrás dos meus sonhos, mas precisamos falar sobre assédio.

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Laura é repórter da Confederação Brasileira de Futebol e o perfil oficial da instituição republicou a postagem no Instagram com a hashtag “#DeixaElaTrabalhar”. Trata-se de um movimento liderado por jornalistas esportivas contra o assédio.

“Uma iniciativa das jornalistas que trabalham com esporte. Contra o machismo, desrespeito e assédio nos estádios, ambiente de trabalho, redações, rede social e onde quer que aconteçam”, diz o manifesto da página oficial no Facebook.

Não à toa, a campanha se provou – mais uma vez – muito necessária e importante. Como a própria jornalista ressaltou, ela não foi a primeira a sofrer este tipo de abuso.

Assédio na Copa do Mundo

Pouco antes da partida entre Japão e Senegal, em Ecaterimburgo, a repórter Júlia Guimarães estava prestes a entrar ao vivo, para a TV Globo, quando um torcedor tentou beijá-la. “Eu não te autorizei a fazer isso. Nunca! Ok? Isso não é educado, isso não é certo. Nunca faça isso com uma mulher. Respeito!”, exclamou a repórter no vídeo que flagrou o momento.

Em outra transmissão, a repórter colombiana Julieth Gonzalez Theran teve os seios apalpados e foi beijada sem consentimento por um torcedor enquanto fazia uma entrada ao vivo para um jornal alemão na cidade de Saransk.

Além das mulheres que estão na Copa do Mundo para trabalhar, as torcedoras, turistas e locais também já foram vítimas de assédio. O primeiro caso absurdo que ganhou destaque envolveu torcedores brasileiros: sob o pretexto de ensinar “cantos de torcida” a uma mulher russa, fizeram com que ela repetisse – sem saber- palavras que remetiam ao órgão sexual feminino.

No texto de Laura Zago, a jornalista convoca a todos para o debate sobre assédio.

“Gritar o nome do time, fazer festa durante o nosso trabalho faz parte do evento, o futebol tem esse momento de alegria e êxtase. E que bom! Mas há uma distância bem grande entre você fazer uma festa e ser assediada. Não é isso que vai me parar de correr atrás dos meus sonhos, mas precisamos falar sobre assédio. #deixaelatrabalhar”, pontuou.

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(Visto em Vix)


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